Os primeiros dias...
Os dias de atelier aberto foram intensos por aqui. Pessoas indo e vindo, boas histórias, risadas, palpites, comentários, encontros, limonadas deliciosas feitas pela Ciça... Ainda vou tentar descrever a sensação que é criar roupas e vê-las envolver outras pessoas, ganhar outras personalidades, dizer coisas diferentes. Cada um vê em cada peça uma história sempre particular. E eu de cá observo. E aprendo. Isso, acho, é a melhor parte...
Sobre "observar", Arthur Rimbaud em Vigília:
"É o descanso iluminado, nem febre nem langor, na cama ou no prado.
É o amigo nem frágil nem ardente. O amigo.
É a amada nem torturadora nem torturada. A amada.
O ar e o mundo a se buscar. A vida.
- então era essa?
- e o sonho refresca."
Êta calor...
Chegou a hora: um convite...
Verão de energias imensas. Ventos fortes, tempestades, sol poderoso, e as pitangas delicadas pingando vermelho no meu quintal... É com imensa alegria que abro o meu atelier a partir de amanhã, quinta-feira, para apresentar a minha nova coleção para este Verão de tantos contrastes. E nesta mostra de número # 2 estarei acompanhada de uma convidada muito querida: Maria Eduar e seus lindos acessórios. Estarei por aqui de 26 a 28/11 e também de 03 a 06/12, sempre das 14 às 20 horas. Se quiser conhecer mais de perto o meu trabalho, apareça. Terei o maior prazer em receber você. O meu atelier fica no Alto da Boa Vista, em São Paulo. Para saber como chegar, mande uma mensagem e te digo como. Mas se você estiver em outra cidade, outra vila, outro país, ou um só um pouquinho longe, acompanhe por este blog. Em breve coloco no ar o catálogo organizado com as peças. E se você gostar do que vê e sente neste espaço, espalhe a notícia. E não deixe de comentar, dar palpites, dizer o que pensa. Deixe rastros de sua passagem por aqui.
Com carinho
Adriana Franca
VOIS LA, CREATIVITE
A partir desta quinta-feira, 26 de novembro, abro o meu atelier para apresentar as roupas que fiz pensando neste verão. E com uma convidada muito especial: Maria Eduar e seus acessórios maravilhosos. Dias gostosos pela frente.
Aconteceu em um verão...
Do meu caderno de notas, sobre o verão e sobre cores:
“A mesma coisa ocorria com o amor; vejamos como. No verão após o acidente,
meus pais me levaram à praia. Aí encontrei uma pequena de minha idade - acho
que seu nome era Nicole. Ela entrou no meu mundo qual uma grande estrela
vermelha, ou talvez mais como uma cereja madura. A única coisa de que eu
tinha certeza é que ela era clara e vermelha.
Considerava-a linda, e sua beleza era tão delicada que eu não era mais capaz
de ir para casa à tarde e dormir longe dela, porque uma parte de minha luz
me abandonava quando o fazia. Para reaver a luz eu tinha de reencontrar-me
com ela. Era como se ela me trouxesse a luz em suas mãos, em seu cabelo, em
seus pés descalços na areia e no som de sua voz.
Como é natural nas pessoas que são vermelhas, também suas sombras são
vermelhas. Quando ela se sentava ao meu lado, entre duas poças de água
salgada, sob o calor do sol, eu via reflexos cor-de-rosa nas lonas das
tendas. O próprio mar, o azul do mar adquiria um tom de púrpura. Eu a seguia
pelo rastro vermelho que ela deixava por toda parte.
Ora, se dizem que vermelho é a cor da paixão, eu diria simplesmente que
descobri isso já aos oito anos de idade."
meus pais me levaram à praia. Aí encontrei uma pequena de minha idade - acho
que seu nome era Nicole. Ela entrou no meu mundo qual uma grande estrela
vermelha, ou talvez mais como uma cereja madura. A única coisa de que eu
tinha certeza é que ela era clara e vermelha.
Considerava-a linda, e sua beleza era tão delicada que eu não era mais capaz
de ir para casa à tarde e dormir longe dela, porque uma parte de minha luz
me abandonava quando o fazia. Para reaver a luz eu tinha de reencontrar-me
com ela. Era como se ela me trouxesse a luz em suas mãos, em seu cabelo, em
seus pés descalços na areia e no som de sua voz.
Como é natural nas pessoas que são vermelhas, também suas sombras são
vermelhas. Quando ela se sentava ao meu lado, entre duas poças de água
salgada, sob o calor do sol, eu via reflexos cor-de-rosa nas lonas das
tendas. O próprio mar, o azul do mar adquiria um tom de púrpura. Eu a seguia
pelo rastro vermelho que ela deixava por toda parte.
Ora, se dizem que vermelho é a cor da paixão, eu diria simplesmente que
descobri isso já aos oito anos de idade."
Jacques Lusseyran
no sertão da Bahia
Oi,
Também tenho sempre essa necessidade de mudar tudo, já que tudo ao meu redor também muda!
Estou enviando uma foto que bati em uma das minhas expedições ao sertão da Bahia, no Projeto de
Também tenho sempre essa necessidade de mudar tudo, já que tudo ao meu redor também muda!
Estou enviando uma foto que bati em uma das minhas expedições ao sertão da Bahia, no Projeto de
Conservação da Arara-Azul-de-Lear. Só existem cerca de 1000 indivíduos na natureza e ela só existe
nessa região da caatinga baiana.
Também vejo pássaros em tudo (sou ornitóloga...ahahah)
Olha o charme dela, comendo licuri (um coquinho...)
Um abraço,
Simone
Também vejo pássaros em tudo (sou ornitóloga...ahahah)
Olha o charme dela, comendo licuri (um coquinho...)
Um abraço,
Simone
Obrigada, Simone.
Está chegando: Pássaro Achado # 2 - Verão 2009/2010
Para marcar na agenda: abrirei o meu atelier, o Pássaro Achado, para apresentar as roupas que criei para este verão. Nesta mostra terei como convidada Maria Eduar com seus maravilhosos acessórios.
As datas: de 26 a 28 de novembro e de 03 a 06 de dezembro, sempre das 14:00 às 20:00hs. Estando por São Paulo por esses dias, apareça. Será muito benvinda. Mande uma mensagem clicando aqui e eu te ajudo a chegar. Para quem estiver longe, logo colocarei aqui o catálogo. Daí, se quiser alguma peça é só escolher que combinamos e envio por Sedex.
Com carinho,
Calor
Pensava eu: aqui no hemisfério sul, o ano termina em pleno verão, no calor. Nossos amigos ao norte curtem o inverno e seu recolhimento. Não é um paradoxo? Quando o que se quer é descansar e acalmar a rotina, o sol tropical? Acho que por isso tenho pensado nas roupas para esta estação de uma forma diferente. De alguma forma quis que fossem como... um bálsamo refrescante. Não só para o clima, mas para a alma. Alguma coisa assim enxergo nesta imagem de Ann Holm.
Aos poucos as novas peças vão chegando ao atelier. E em breve, muito breve, apresento para vocês.
Aos poucos as novas peças vão chegando ao atelier. E em breve, muito breve, apresento para vocês.
de volta...
Andei um pouco longe daqui, completamente imersa no que em breve vocês vão conhecer. Os últimos meses foram intensos e uma coleção foi tomando forma. Teve até a produção de um figurino para uma peça teatral no meio de tudo... Mas na correria, deu para ver a chegada das pitangas, a chuva levando embora a primavera (aliás, neste instante ela cai forte lá fora), o horário de verão levando embora uma hora do nosso sono, o ipê roxo na minha janela ganhando de volta sua copa exuberante... A luz mudou, as cores mudaram. E eu com vontade de mudar tudo também.
P.S.: achei esta foto que publico agora em um site e não sei de quem é a autoria. Mas como ando vendo pássaros em tudo, deixo ela aqui. Como num caderno de notas.
P.S.: achei esta foto que publico agora em um site e não sei de quem é a autoria. Mas como ando vendo pássaros em tudo, deixo ela aqui. Como num caderno de notas.
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